Templo

É hora do sol se pôr bonito
Sobre a mesa, delicadamente
Pra eu pegar na palma da mão
E acender a vela de oração

E agora chegamos mais perto
Da próxima queda das flores
Do que da última

E assim me equilibro pelos trilhos do tempo

Que nunca está no centro
Varia pelos extremos do que já foi
E do que vem

Excessivo, afetado

Ora joga lâminas no meu rosto
Ora arranca as flores do ipê

Mas na safra não se colhe
Dos meus pés
Nada que eu escorro

Pelas ramas, pelo tronco

Pelo nome de onde encontro

O meu momento santo

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