Sertão Humano

(Baseado – ou continuação sugerida – na música Sertão Urbano, da banda Carne Doce)

No mato à venda

Vai se espreitando o fantasma

Edaz em procura de paz

Vai ao mato espantar seus bichos

Culpa o mato por suas jaulas

O comércio que garante

Cumprir promessa

De ter o fragmento do mato

Pra se lembrar desse ser tão humano

Que é raiz, e é mato

Mato é pele

Se dilui em esfoliantes

Até a carne órfã

Sem memória

Não se lembra que o sertão é humano

Olha quando possível o horizonte

Quando imaginamos precisar assim

Fugir de ser, querer estar

Estrangeiro dentro dos jardins?

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